Papel Amarelado.


Poema esquecido
Num papel amarelado.
Talvez nunca tenha sido
Merecidamente apreciado.

Abandonado no escuro.
Com possibilidades infinitas.
Um fruto oculto e maduro.
Palavras nunca lidas.

Será uma história?
Ou será um lamento?
De dolorosas memórias
Que resistem ao esquecimento?

Ou quem sabe
Esteja em branco.
Esperando que acabe
O céu de prantos.

E em vez de lamentos,
Sejam escritas
Lindas poesias de amor e encantos
Que prazerosamente serão lidas.

Mas até lá,
Pobre papel amarelado,
Pobre poema cujo escuro é o lar.
Sempre esquecido, deixado de lado.